Dreams (Sex Love): vencedor do Urso de Ouro em Berlim
Prepare o coração, o diário (caso você tenha um) e a pipoca: no dia 26 de junho, estreia nos cinemas o filme “Dreams (Sex Love)”, o grande vencedor do Urso de Ouro no Festival de Berlim. Uma história sobre desejos, palavras que ardem, mulheres de diferentes gerações e um caderno que muda tudo — ou quase tudo.
Por trás dessa história cheia de camadas está o diretor e roteirista norueguês Dag Johan Haugerud. “Dreams (Sex Love)” faz parte de uma trilogia chamada “Sex, Love and Dreams”, que ele criou inspirado na Trilogia das Cores, de Krzysztof Kieślowski.
Se você é daqueles que adoram um drama íntimo, com boas doses de poesia, conflitos familiares e pitadas de humor inusitado, este filme vai direto pro seu top 10 do ano. E se ainda não é, talvez seja hora de começar. Continue a leitura para saber mais sobre esta história!
Aos 15 anos, Johanne vive um momento que muitos já passaram: aquele turbilhão de emoções que vem com a adolescência, o primeiro amor, a primeira confusão mental e, no caso dela, a primeira paixão avassaladora pela professora de francês. A protagonista de “Dreams (Sex Love)” se vê completamente envolvida por essa figura misteriosa e encantadora da escola.
Como não sabe bem o que fazer com esse sentimento (e quem sabe, né?), Johanne decide escrever. Escrever tudo. Cada pensamento, cada fantasia, cada arrebatamento vai parar no seu diário. O que era para ser só um escape íntimo, acaba se tornando um registro poderoso — e um problema de família.
Em um dado momento sua mãe e sua avó encontram seu diário e resolvem ler, sem permissão, e o que poderia ser apenas constrangedor toma um rumo surpreendente. As duas, inicialmente escandalizadas, começam a se envolver com a escrita da jovem. A mãe e a avó mergulham nos textos com um misto de curiosidade, nostalgia e inquietação — e a leitura vira uma jornada particular para cada uma delas.
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Não é qualquer filme que ganha o Urso de Ouro no Festival de Berlim. Esse prêmio é o principal do festival, dado para obras que se destacam não apenas pela qualidade técnica, mas principalmente pela relevância artística e narrativa. E “Dreams” cumpre esse papel com maestria.
Além do tema delicado — o despertar da sexualidade adolescente e os conflitos geracionais — o filme brilha por:
Não é à toa que o júri de Berlim se rendeu. “Dreams (Sex Love)” não entrega fórmulas, e sim camadas. É um filme sobre o que a gente sente e não sabe nomear — e sobre como colocar no papel pode ser mais poderoso (e perigoso) do que parece.
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“Dreams (Sex Love)” é daquelas obras que deixam a sala de cinema em silêncio por alguns segundos antes dos aplausos começarem. Você pode sair do filme meio zonzo, encantado, talvez querendo ligar para sua avó — ou escrever algo no bloco de notas do celular.
Haugerud apostou em um cinema que mexe, questiona, emociona. Um cinema que não subestima seu público e que valoriza histórias femininas em todas as suas formas.
Vale destacar que os outros dois filmes da trilogia, “Sex” e “Love” são histórias independentes. Ou seja, você pode assistir fora de ordem ou a qualquer um que prefira.
Outra boa notícia é que eles estão disponíveis na Reserva Imovision, a plataforma de streaming da distribuidora Imovision. Conheça o catálogo, faça um teste gratuito por 7 dias e seja um assinante!

Se você gosta de filmes que tratam sentimentos reais com sensibilidade, humor e um toque de ousadia, “Dreams (Sex Love)” é daqueles que merecem ser vistos na telona. É uma história sobre amor, desejo, descobertas e memórias — daquelas que atravessam gerações e fazem a gente se ver em mais de um personagem.
Então, vamos ao cinema? Quem sabe, saindo da sessão, você também se inspire a escrever algumas páginas da sua própria história.
Anota aí: 26 de junho. É nesse dia que “Dreams (Sex Love)” chega aos cinemas da Imovision — e você vai querer estar lá!
Categorias: Cinema