Festival de Berlim 2025: conheça os indicados

Um dos eventos mais prestigiados do cinema mundial, o Festival de Berlim – carinhosamente conhecido como Berlinale – chega a sua 75ª edição trazendo promessas do audiovisual e fomentando o cinema independente e estrangeiro.
Quer conhecer os indicados de 2025 e explorar o que o Festival de Berlim reserva este ano? Continue com a gente para descobrir!
Importante não só para os amantes do cinema, mas também para os críticos e os cineastas, o Festival de Berlim conta com uma concorrida exibição de filmes independentes, diversos workshops (como o Berlinale Talent Campus) e, claro, as aguardadas e cobiçadas premiações – em especial o Urso de Ouro (para o melhor filme) e o Urso de Prata (para o melhor diretor).
O evento surgiu em 1951 e foi encabeçado por Oscar Martay, um diretor de cinema que fazia parte das Forças Armadas dos EUA que tinha sede em Berlim. O primeiro diretor do festival foi Alfred Bauer, que permaneceu no cargo até 1976.
Na sua primeira edição, o filme Rebecca – de Alfred Hitchcock – abriu o festival, que acontecia sempre no mês de junho. Em 1978, com a mudança do diretor, o festival foi transferido para fevereiro.
Atualmente, o festival conta com oito categorias. Entre as principais, podemos destacar a Competição Oficial (a seção principal, onde os filmes selecionados concorrem ao Urso de Ouro), Panorama (com filmes de temáticas e diretores contemporâneos) e Generation (com estreias de diretores jovens).
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No dia 21 de janeiro, o festival anunciou a sua lista atualizada de filmes indicados para a edição de 2025. – que acontecerá entre os dias 13 e 23 de fevereiro.
Entre os participantes, estão dois longa-metragens brasileiros: “O Último Azul”, de Gabriel Mascaro (que concorre na Competição Oficial), e “A Melhor Mãe do Mundo”, de Anna Muylaert (que concorre na Especial Berlinale).
Em “O Último Azul”, temos uma história distópica onde o governo brasileiro cria uma política compulsória de isolamento social obrigatória para pessoas com mais de 80 anos, que são confinadas em colônias. Teca, então com 77, descobre que o sistema passará por uma redução de idade. Para realizar seu último desejo – viajar de avião – a moradora da aldeia de Muriti, na Amazônia, faz uma viagem intrigante.
No filme de Muylaert, “A Melhor Mãe do Mundo”, uma catadora de recicláveis se vê obrigada a deixar sua casa com seus filhos para fugir das agressões do marido. É assim que acompanhamos essa mãe e suas crianças em uma jornada pelas ruas da cidade de São Paulo.
Quer dar uma espiada nos outros filmes que concorrem na Competição Oficial? Olha só!
Para ir entrando no clima do Berlinale, que tal entrar na Reserva Imovision e conferir alguns filmes vencedores de edições passadas que estão disponíveis na plataforma? É clicar para assistir e celebrar o cinema autoral, diversificado e internacional.
Veja abaixo alguns títulos vencedores do Festival de Berlim que você encontra na Reserva Imovision:
Na Calcutá de 1879 – e, portanto, em uma Índia sob domínio britânico – Charulata é uma esposa que vive desconectada do mundo ao seu redor. Dentro de sua mansão e sem nenhuma atenção do seu marido intelectual, Bhupati, a solidão toma conta de sua vida. Até que Amal, primo de Bhupati, aparece para fazer companhia.
Dessa relação de amizade e cumplicidade – inicialmente fomentada pelo auxílio de Amal no desenvolvimento do talento de Charulata para a escrita –, nasce uma paixão. E a esposa, antes solitária, redescobre sua autonomia.
Talvez a maior obra-prima de Satyajit Ray, “A Esposa Solitária” venceu o Urso de Prata de Melhor Diretor no Festival de Berlim de 1965. Um clássico do cinema indiano para ver, rever e celebrar.
Homenageada com o prêmio Caméra d’Or no Festival de Berlim de 2019, Agnès Varda também lançou seu filme “Varda Por Agnès” neste mesmo ano. Em um retrato delicado sobre o próprio processo de criação, Varda nos presenteia com uma revisitação da sua carreira, seu jeito de contar uma história e seu caráter autêntico e inovador.
Um filme fundamental para todo cinéfilo!
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Um Irã em movimento: assim podemos descrever brevemente esse vencedor do Urso de Ouro 2015. Dirigido por Jafar Panahi (“Sem Ursos”, 2022), “Táxi Teerã” acompanha o próprio diretor atrás do volante do seu táxi, pelas ruas movimentadas e cheias de vida de Teerã.
Enquanto passageiros vêm e vão, vemos de perto a sociedade iraniana, seus dramas, suas alegrias, seus costumes e sua política.
Ganhador do Urso de Ouro de 2011, “A Separação” (foto de capa desse post) é um drama difícil de esquecer. Com uma premissa que à primeira vista parece simples, o filme trabalha temas complexos, que vão da realidade da vida no Irã às questões políticas e religiosas do país – tudo isso, através de uma construção sensível sobre os problemas particulares dos personagens principais.
O casal Nader e Simin se vê obrigado a se separar por causa do desejo da esposa em deixar o Irã, apesar de ainda se amarem. Nader se recusa em deixar o país, pois precisa cuidar do pai, um idoso que sofre de Alzheimer. É então que o filho contrata uma mulher para auxiliar nos cuidados do pai. E a partir daí, a história ganha ares cada vez mais sensíveis, expondo a fragilidade da condição humana.
Nesse drama húnguro dirigido por Ildikó Enyedi, o sobrenatural é utilizado como um complemento importante para guiar a narrativa de amor de dois introvertidos. Quando o diretor financeiro de um matadouro e a nova inspetora de qualidade da carne se aproximam, eles descobrem que possuem um sonho recorrente e compartilhado.
“Corpo e Alma” ganhou o Urso de Ouro na 67º edição do festival, além de ter sido indicado ao Oscar de 2018.
Explorando a complexa linha que separa realidade e ficção, “Não me Toque” pode ser considerado um drama que – através dos seus personagens reais – flerta com a documentação. Através de Laura, Christian e Tomas, a diretora romena Adina Pintillie explora nossos tabus e experiências com o conceito de intimidade e faz desse mocumentário o grande vencedor do Urso de Ouro de 2018.
Um dos grandes feitos do Festival de Berlim é dar voz a diretores e produções emergentes, recentes e de países que nem sempre fazem parte da rota mais comercial do cinema. É um espaço, também e principalmente, para quem está fora do mainstream.
É por isso que acompanhar o evento pode se tornar uma grande oportunidade para descobrir produções que fogem do circuito tradicional.
Referência em curadoria de cinema independente e estrangeiro, a Reserva Imovision veio para adicionar mais qualidade a sua experiência cinematográfica.
Com um acervo recheado de filmes premiados em festivais renomados, como o Festival de Berlim, a plataforma busca unir facilidade de navegação, preços acessíveis e títulos que você não vai encontrar em outro lugar.
Então pegue a pipoca e prepare-se para assistir a filmes incríveis no conforto de sua casa.
Para quem gosta de ficar por dentro das novidades independentes e internacionais do cinema, o Berlinale continua sendo um prato cheio. Não deixe de se programar para acompanhar a premiação (mesmo que de longe!) e fique por dentro daquilo que faz sucesso em um dos festivais mundiais mais importantes!Enquanto o Festival de Berlim 2025 não chega, vamos explorar os filmes premiados anteriormente na Reserva Imovision? Acesse o site, escolha o plano que mais combina com você e sinta-se em casa!
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