Cinema

Estreia: vale a pena assistir “Entre Duas Mulheres”?

Filme Entre Duas Mulheres

Se você gosta de filmes que misturam humor, franqueza e uma pontada de desconforto — daqueles que fazem você rir e repensar escolhas no mesmo minuto — “Entre Duas Mulheres” chega como um sopro de ar (muito) bem-vindo. Dirigido por Chloé Robichaud e vencedor do Prêmio Especial do Júri – Filme Dramático no Festival de Sundance, o longa canadense estreia em 13 de novembro nos cinemas, prometendo provocar, divertir e, sobretudo, gerar conversa.

Abaixo, reunimos motivos concretos para você não ver esta história somente em streaming no sofá: abra os olhos para o porquê este filme funciona melhor na sala escura do cinema — e por que merece sua atenção.

“Entre Duas Mulheres” — o filme em poucas linhas

Violette (Karine Gonthier-Hyndman) está em meio a uma licença-maternidade difícil. Florence (Laurence Leboeuf), sua vizinha, luta contra uma depressão persistente. Mesmo com carreiras estáveis e famílias estruturadas, ambas carregam a sensação de estarem presas em vidas que não escolheram. Quando uma aventura inesperada com o entregador cruza o caminho das duas, o que poderia parecer um deslize torna-se um ato de resistência — e uma busca por autenticidade em meio às expectativas sufocantes impostas às mulheres.

A narrativa, centrada nas atrizes Karine Gonthier-Hyndman e Laurence Leboeuf, equilibra momentos leves com passagens de grande densidade emocional. O roteiro de Catherine Léger não tem receio do desconforto; ao contrário, abraça-o para extrair verdade.

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3 bons motivos para ver “Entre Duas Mulheres” no cinema

1. As atuações: pequenas fissuras, grandes verdades

Ver Karine Gonthier-Hyndman e Laurence Leboeuf em close na tela grande é experimentar nuances que fogem à câmera do celular. A química entre as duas, o timing cômico e as pausas carregadas de significado ganham profundidade quando ampliadas — performances que merecem ser sentidas, não somente assistidas.

2. Direção e fotografia que trabalham juntos

A diretora aposta em uma estética calorosa e naturalista, filmada em 35 mm, e em uma abordagem que privilegia o corpo feminino em gestos cotidianos e não voyeuristas, subvertendo a lógica do olhar masculino. A fotografia de Sara Mishara e o design de produção de Louisa Schabas reforçam o contraste entre o confinamento doméstico e a busca por liberdade, ambientando a trama em uma cooperativa habitacional ecológica que simboliza tanto união quanto aprisionamento.

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3. É um filme que rende conversa (e debate) pós-sessão

Filmes como este funcionam para quem já gosta, mas também para quem está curioso: Entre Duas Mulheres provoca reflexões sobre maternidade, desejo e a pressão social. Assistir no cinema significa sair do filme trocando e comparando impressões com outras pessoas e, assim, ver aspectos que passariam batido e que enriquecem a experiência.

Garanta sua aventura no cinema!

A resposta é sim: vale muito a pena assistir “Entre Duas Mulheres”. Esta comédia canadense é um ato contra o tédio e um convite a abraçar a imprevisibilidade da vida.

É cinema que instiga o pensamento sem perder o prazer da experiência cinematográfica. E se você ainda precisa de um empurrãozinho: filme premiado em Sundance + elenco afiado + direção segura = convite irrecusável para tirar um tempo e ver, com foco, como duas mulheres podem virar espelho e tempestade uma para a outra.

A estreia está marcada para 13 de novembro de 2025. Não perca a chance de vivenciar essa comédia sincera e barulhenta na tela grande!

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