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Luz, Câmera, Brasil! Celebre o Dia do Cinema Brasileiro

Cartaz do filme O Beijo da Mulher Aranha

Você já se perguntou como nasce a paixão de um país inteiro pela sétima arte? Para o Brasil, essa história tem data e local: 19 de junho de 1898.

Imagine a cena: a bordo do navio Brésil, que acabara de chegar da França, o cinegrafista ítalo-brasileiro Afonso Segreto aponta seu cinematógrafo para a deslumbrante Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro. 

Naquele momento, ele não estava apenas testando um equipamento novo: ele estava capturando os primeiros frames em movimento em solo nacional, dando início a uma jornada cinematográfica que se tornaria tão diversa, complexa e fascinante quanto o próprio país.   

Essa primeira imagem, quase um cartão-postal em movimento, foi a semente de tudo. É por isso que, todo dia 19 de junho, nós celebramos o Dia do Cinema Brasileiro. É uma data para homenagear não só os pioneiros, mas toda a linhagem de artistas que vieram depois, usando a câmera para documentar, questionar, encantar e transformar a nossa realidade. 

Da ideia na cabeça à retomada nas telas

A história do nosso cinema é uma saga de resiliência. Nas décadas de 1960 e 1970, o Cinema Novo explodiu com uma urgência criativa e política, resumida no lema icônico: “uma ideia na cabeça e uma câmera na mão”. 

Diretores como Glauber Rocha não queriam apenas filmar o Brasil; eles queriam interpretá-lo, expor suas contradições sociais e reinventar a própria linguagem cinematográfica. Foi um período de experimentação radical que colocou o Brasil no mapa do cinema mundial.   

Décadas depois, após uma crise avassaladora nos anos 1990 com o fim da Embrafilme, que quase paralisou a produção nacional, nosso cinema provou sua força mais uma vez. 

O “Cinema de Retomada“, a partir de 1995, foi um verdadeiro renascimento. 

Impulsionado por novas leis de incentivo, o período nos deu clássicos que reconquistaram o público e a crítica, como “Carlota Joaquina, Princesa do Brazil (1995), de Carla Camurati, o filme que simbolizou essa virada. Essa fase não apenas revitalizou a indústria, mas também revelou uma nova geração de cineastas e consolidou um modelo de produção que nos permitiu contar nossas histórias com alta qualidade técnica e uma diversidade de temas impressionante.   

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O paradoxo do cinema brasileiro hoje: aplaudido lá fora, buscando espaço aqui

Avançando para o século 21, o cinema brasileiro vive um paradoxo intrigante. Por um lado, nunca fomos tão celebrados internacionalmente. Nossos filmes marcam presença constante nos maiores festivais do mundo, como Berlim, Cannes e Veneza, colecionando prêmios e críticas elogiosas. 

Em 2024, produções como “Motel Destino”, de Karim Aïnouz, brilharam na seleção oficial de Cannes, e o reconhecimento internacional de obras como “Ainda Estou Aqui”, de Walter Salles, premiada no Oscar, reafirma nossa potência criativa. Nossos cineastas contam histórias com uma voz única, que ressoa globalmente.   

No entanto, aqui dentro, a luta por espaço é real e desafiadora. A concorrência com os blockbusters de Hollywood é feroz, e os filmes nacionais muitas vezes enfrentam uma distribuição limitada, com poucas salas e horários desfavoráveis. 

Então, a pergunta que fica é: como podemos, enquanto espectadores e amantes do cinema, furar essa bolha e nos conectar com a nossa própria produção? Como podemos celebrar o Dia do Cinema Brasileiro da melhor forma possível: assistindo aos filmes?

Sua poltrona na primeira fila do cinema nacional

É aqui que a Reserva Imovision entra. Como uma plataforma 100% brasileira, ela tem um compromisso especial com a cinematografia do país. 

Já que o streaming é uma ferramenta poderosa para servir como uma cinemateca digital, o catálogo é uma curadoria pensada para você, que busca filmes que fogem do lugar-comum e que muitas vezes são difíceis de achar em outros lugares.   

Para celebrar o Dia do Cinema Brasileiro, preparamos algumas sugestões imperdíveis que estão a um clique de distância no nosso catálogo. Que tal começar a sua maratona?

Um mergulho na genialidade de Hector Babenco

Para entender a força do nosso cinema, é fundamental conhecer seus mestres. E poucos são tão gigantes quanto Hector Babenco. Propomos uma sessão dupla que é uma verdadeira imersão em seu universo:

O Beijo da Mulher Aranha” (1985), de Hector Babenco: Comece com esta obra-prima, uma coprodução Brasil-EUA que transcendeu fronteiras. Na trama, dentro de uma cela, um prisioneiro político (William Hurt, que venceu o Oscar pelo papel) e um homem gay condenado por corrupção de menores (Raul Julia) constroem uma relação improvável, escapando da dura realidade através das histórias de filmes antigos que um conta para o outro. É um filme sobre o poder da fabulação, da arte e da conexão humana nos lugares mais sombrios.   

Babenco – Alguém Tem que Ouvir o Coração e Dizer: Parou” (2019), de Bárbara Paz: depois de ver a ficção do mestre, mergulhe no documentário íntimo e emocionante dirigido por sua companheira, Bárbara Paz. Ao saber que tinha pouco tempo de vida, Babenco disse: “Eu já vivi minha morte, agora só falta fazer um filme sobre ela“. O filme é a realização desse desejo. Vemos o cineasta em sua fragilidade e genialidade, transformando a própria vida em sua última grande obra. Assistir aos dois filmes em sequência é uma experiência cinematográfica e humana inesquecível.   

O Brasil contemporâneo em foco

Depois de homenagear um mestre, que tal um olhar sobre as vozes que estão moldando o cinema brasileiro hoje, muitas delas herdeiras diretas do espírito da Retomada?

Fim de Festa” (2019), de Hilton Lacerda: Viaje para o Recife pós-Carnaval neste suspense envolvente. Um policial investiga o assassinato de uma jovem francesa e, no processo, desvenda os segredos e desejos de uma juventude pulsante. Dirigido por um dos nomes mais importantes do cinema pernambucano, o filme é um retrato vibrante e complexo de uma cidade e suas tensões.   

O Intruso(2016), de Paulo Caldas: Continue no Recife com este drama familiar denso. A chegada de um visitante misterioso desestabiliza a rotina de uma família, trazendo à tona segredos e ressentimentos do passado. É um filme que mostra a força do nosso cinema regional em construir narrativas universais a partir de contextos específicos.   

Esses são apenas alguns exemplos. Em nosso catálogo, você também encontra pérolas como “Família”, de Lírio Ferreira, e “Aos Nossos Filhos”, de Maria de Medeiros, que continuam a explorar as múltiplas facetas do Brasil.   

Também não podemos deixar de citar antigos e novos clássicos que você pode encontrar na plataforma, como “Pixote – A Lei do Mais Fraco”, “Carandiru”, “Febre do Rato”, “Boi Neon”, “Baile Perfumado”, “Viajo Porque Preciso, Volto Porque Te Amo”, “Tatuagem”, “As Boas Maneiras” e “Cinema, Aspirinas e Urubus”.

Celebre o Cinema Brasileiro com a Imovision

Banner Reserva Imovision

Celebrar o Dia do Cinema Brasileiro é mais do que um ato de memória: é um ato de participação. É escolher dar o play em uma história nossa. É apoiar os artistas que dedicam suas vidas a colocar o Brasil na tela.

Na Reserva Imovision, a celebração acontece o ano todo. Convidamos você a explorar nossa coleção de cinema brasileiro, descobrir novos diretores, se apaixonar por novas histórias e se orgulhar da riqueza da nossa produção.

Que tal começar agora? Explore o catálogo da Reserva Imovision, teste por 7 dias grátis e encontre seu novo filme nacional favorito. Feliz Dia do Cinema Brasileiro!    

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