LGBTQIAPN+

19 dicas de série e filmes LGBT

Nosso Verão Daria Um Filme

No meio do mundo de infinitas possibilidades narrativas e estéticas, fica mais fácil encontrar um abrigo do mundo real, nem sempre amistoso e igualitário. E é aqui também, no cosmos da grande tela, que os filmes LGBT ganham o seu espaço e mostram a sua potência.

Neste texto, vamos descobrir a importância e o crescimento da produção de obras audiovisuais que envolvem pessoas de todos os espectros de identidade de gênero e orientação sexual. Continue a leitura e confira as melhores dicas de filmes LGBTQIAPN+ disponíveis na plataforma Imovision!

Cinema LGBTQIAPN+: a representatividade nas telas ao longo da história

Se você tiver que parar para pensar neste exato momento sobre a última representação queer que você viu no cinema, vai ser fácil lembrar? Esse personagem vai ser uma caricatura, um escape cômico, ou uma persona real – com dores, anseios, alegrias e todos os espectros sociais e culturais de alguém inserido no mundo?

A boa notícia é que a comunidade LGBT e a sua representação no cinema tem se transformado, evoluído e ganhado cada vez mais espaço, representatividade e visibilidade nos últimos anos. O que décadas atrás era ignorado e silenciado, agora, finalmente, pode dar as caras e ocupar um lugar que sempre foi seu.

O surgimento do cinema aconteceu no final do século XIX. Se na França tínhamos os Irmãos Lumière, nos Estados Unidos tínhamos Thomas Edison. E é no filme de Edison, “The Gay Brothers” (1895), que temos a aparição de dois homens dançando ao som de um violino por exatos 18 segundos – no que deve ter sido a primeira aparição de personagens LGBTs no cinema.

Mais tarde, em 1916, o diretor sueco Mauritz Stiller lança o filme “Vingarne”, onde um escultor se apaixona por um jovem tratado como um filho. Seis anos depois, é lançada a comédia muda “The Spoilers”, de Ralph Ceder, em 1923, estrelado por Stan Laurel como um gay afeminado e caricato. A ideia era clara: qualquer presença queer servia como um humor excêntrico, pronto para fazer rir.

Na década seguinte, quando Hollywood começou a flertar com personagens queers menos estereotipados em suas telas, o Código Hayes surgiu para impor aos produtores restrições à nudez e ao sexo, bem como para colocar a homossexualidade no balaio dos pecados e do crime.

É assim que, durante décadas, a homossexualidade teve que encontrar outros meios de ser explorada no cinema. Surge, por exemplo, aquela amizade confusa e estranha entre pessoas do mesmo sexo – como temos retratado, por exemplo, em “Ardida como Pimenta”, de David Butler, em 1953.

A partir da década de 60, alguns diretores e emissoras passaram a introduzir personagens LGBT nos seus filmes, séries e programas. Isso não veio, claro, sem a perpetuação de estereótipos e do preconceito. Era raro alguma obra audiovisual onde o protagonista fosse homossexual, por exemplo. Mais difícil ainda, uma mulher homossexual.

Uma reviravolta se mostrou no horizonte com a estreia da sitcom “That Certain Summer”, de 1972, da ABC, onde Hal Holbrook e Martin Sheen interpretavam um casal gay tentando criar a sua família. Em 1977, outras duas sitcoms seguiram a mesma linha: “The Jeffersons” e “SOAP”.

Na década de 1980, quando a AIDS passou a ser tratada como uma emergência, mais uma vez sobrou para a comunidade queer. Associados erroneamente à doença, os homossexuais foram excluídos com ainda mais vigor das telas da televisão e do cinema

Na década de 90, os gays, lésbicas e transexuais passaram a ganhar um pouco mais de espaço, mas muito da sua representatividade continuava atrelada a estereótipos debochados, exagerados, sofridos ou vitimizados – vide “A Gaiola das Loucas”, de Mike Nichols e “Mulher Solteira Procura”, de Barbet Schroeder.

Indo contra a maré, tivemos o clássico documentário “Paris Is Burning”, de Jennie Livingston, que mostra de maneira real e sem firulas a vida de drag queens pobres de Nova York. Na ficção, Tom Hanks levava o Oscar de melhor ator ao interpretar um jovem que luta contra a AIDS e seus efeitos em “Filadélfia”, de  Jonathan Demme.

Com a chegada dos anos 2000, a visibilidade de gays, lésbicas e transexuais aumenta a partir das produções independentes do cinema queer. Se antes os LGBTs eram retratados ou com preconceito ou com algum tipo de pena, agora eles passam a assumir o posto de protagonistas reais, autônomos e desejantes.

A temática incorporada nos filmes com personagens LGBTs também muda: as abordagens sociais dão espaço para diversos gêneros da produção audiovisual, de modo a valorizar o tema e trazer mais diversidade de narrativas, incluindo discussões sobre sexualidade, identidade e gênero.

Entre os bons exemplos que o cinema nos proporcionou nas últimas duas décadas e que caíram nas graças do público e da crítica, podemos citar longas como “O Segredo de Brokeback Mountain”, de Ang Lee, “Milk: A Voz da Igualdade”, de Gus Van Sant, “Moonlight: Sob a Luz do Luar”, de Barry Jenkins, “Carol”, de Todd Haynes e “Call Me by Your Name”, de Luca Guadagnino.

Leia também: 9 filmes de comédia para fugir do óbvio

18 filmes LGBTQIAPN+ que você deve assistir

Lutar para que a representatividade LGBTQIAPN+ exista (e aumente) no mundo audiovisual é essencial para a comunidade queer. É através da normalização da inserção de personagens e histórias gays, lésbicas, transsexuais e bissexuais na televisão e no cinema que essa comunidade consegue fortalecer e inspirar aqueles que se identificam com essas histórias e esses personagens.

Procurando bons filmes LGBTQIAPN+ para você assistir no conforto da sua casa – na televisão, no celular ou no computador? Então fique ligado nessa lista que preparamos especialmente para quem busca um entretenimento diversificado, inclusivo e fora do mainstream. Venha para a Reserva Imovision!

Nosso Verão Daria um Filme

Divertido e autêntico, “Nosso Verão Daria um Filme”, de Zacharias Mavroeidis, é uma comédia romântica reconstruída sobre o olhar queer.  A premissa é simples: os melhores amigos, Nikitas (Andreas Labropoulos) e Demos (Yorgos Tsiantoulas), passam juntos dias ensolarados em uma praia de Atenas. 

Elaborando um roteiro para o seu primeiro longa metragem, Nikitas tenta superar o término de um relacionamento ao mesmo tempo em que recorda com Demos as memórias que os dois, até aquele momento, criaram juntos. E é nesse exercício que os conflitos do passado voltam à tona, se misturando ao presente e transformando a relação íntima entre os dois.

Com cenas eróticas delicadas, muitas gírias do universo queer, cenários que funcionam como o sonho de qualquer adulto jovem de classe média descolado, “Nosso Verão Daria um Filme” tenta mostrar os labirintos internos de uma criação cinematográfica.

Saint Laurent

Um dos escolhidos para representar a França no Oscar de Melhor Filme Estrangeiro de 2015, “Saint Laurent” é um drama biográfico que conta a vida do icônico designer de moda francês durante os anos de 1967 a 1976. Nesses 10 anos retratados, Saint Laurent viveu o seu auge e é aqui também que os seus amores, o seu talento e os seus escândalos são expostos e, em certa medida, repensados. 

Com um elenco de dar inveja a qualquer diretor, o filme conta com Gaspard Ulliel (“Eterno Amor” e “Hannibal – A Origem do Mal”) estrelando o estilista Yves Saint Laurent, Louis Garrel (“Os Sonhadores”), Jérèmie Renier (“A Criança”) e Léa Seydoux (“Bastardos Inglórios” e “Meia Noite em Paris”).

Apesar de ser uma biografia e fazer aquilo que as biografias fazem – ou seja, percorrer a vida do personagem retratando sua vida pessoal e profissional –, “Saint Laurent” foge do lugar-comum ao mostrar com delicadeza e sutileza a solidão experienciada pelo famoso estilista.

Se o personagem principal parece um bocado prepotente, o diretor Bertrand Bonello parece querer acentuar que essa prepotência exacerbada é fruto, antes, de uma insegurança que não aparece nas capas das revistas ou nas manchetes do jornal. 

Um filme para conhecer mais sobre esse ídolo da moda, mas também para evidenciar a vida fragmentada pela fama.

Azul é a cor mais quente

Em 2013, estreava um dos filmes mais comentados da década passada: “Azul é a cor mais quente”, do diretor francês Abdellatif Kechiche, estrelado pelas jovens Adèle Exarchopoulos e Léa Seydoux. 

Considerado um marco audiovisual para a comunidade LGBT, o filme retrata o descobrimento da sexualidade de uma jovem que se envolve com outra mulher e passa, assim, a conhecer mais sobre si mesma e seu lugar no mundo. Com uma cena de sexo de mais de 7 minutos entre as personagens principais, o longa foi alvo de controvérsias, de elogios e de críticas – nem sempre amistosas.

Na época, onde a visibilidade lésbica ainda estava começando a encontrar o seu espaço não só no cinema mas também na televisão, “Azul é a cor mais quente” inovou ao abordar de maneira honesta não apenas sobre o amor entre duas pessoas do mesmo sexo, mas também sobre temas como diferença de classe e sexualidade. Se você ainda não viu, chegou a hora de dar o play!

Benedetta

Conhecido por explorar a violência e o trágico em filmes como “Robocop”, “Showgirl” e “Elle”, o diretor Paul Verhoeven chocou mais uma vez com a estreia do drama biográfico “Benedetta”, uma freira lésbica que acredita ter visões religiosas da Virgem Maria.

Baseado livremente no livro “Atos Imodestos”, de Judith C. Brown, o filme acompanha a vida da freira italiana Benedetta Carlini (Virginie Efira), que desde a sua infância faz parte de um convento na Toscana. Ao ter visões religiosas e eróticas, ela acaba amparada por sua colega de quarto. As duas, claro, se apaixonam e passam a cultivar um conturbado romance. 

Para alguns religiosos, Benedetta precisa ser canonizada por ter contato direto com a Virgem Maria. Para outros, precisa ser presa e condenada por desejar outra mulher. Um filme sobre dinâmicas de poder, onde o sexo lésbico busca construir uma dinâmica igualitária – ao menos dentro do possível.

Mistérios da Carne

Procurando um drama profundo e envolvente? Então se prepare: você encontrou. “Mistérios da Carne”, do diretor americano Gregg Araki e lançado em 2005, apresenta a história de dois jovens de 18 anos, Brian (Brady Corbet) e Neil (Joseph Gordon-Levitt) que buscam as melhores maneiras de lidar com situações traumáticas do seu passado

Para Brian, que aos 8 anos acordou do lado de fora da sua casa com o nariz sangrando e sem memória alguma de como chegou lá, isso só pode ser explicado por uma abdução alienígena. Impactado a infância e a adolescência inteira por esse mistério pessoal, ele conhece Neil e a partir desse caminho que se cruza as coisas nunca mais serão as mesmas.

Esteja preparado para um drama forte, impactante e que tem como ponto condutor as diferentes formas possíveis de encararmos os demônios do passado. O quanto aquilo que acontece conosco na nossa infância e juventude pode afetar o resto de nossas vidas? 

As Boas Maneiras

Que tal uma fábula de terror fantástico brasileira? Lançado em 2018, “As Boas Maneiras”, de Marco Dutra e Juliana Rojas, é uma colaboração entre Brasil e França, e traz na sua história uma deliciosa mistura de temáticas: a solidão das metrópoles, um amor lésbico, diferenças sociais e raciais e, para fechar com chave de ouro, a reinterpretação de um mito folclórico.

Estrelado por Isabél Zuaa e Marjorie Estiano, “As Boas Maneiras” conta a história de Clara – moradora da periferia de São Paulo – que vai trabalhar na casa de Ana – que vive sozinha em um luxuoso apartamento de um bairro nobre da cidade. Ana está grávida e precisa de uma babá, então contrata Clara.

A partir daí, o inesperado se desenrola. Ao apresentar comportamentos estranhos (como crises de sonambulismo nas noites de lua cheia), Ana se aproxima ainda mais de Clara e um relacionamento amoroso se desenvolve. Até que nasce Joel, o filho de Ana. 

Curioso para saber toda a trama do filme? É hora de entrar na Plataforma Imovision e dar o play!

Banner Reserva Imovision

O Confeiteiro

Misturando romance e drama no tom certo, O Confeiteiro”, de Ofir Raul Graizer, merece os créditos que recebe. Thomas (Tim Kalkhof) é um jovem confeiteiro alemão que decide viajar para Jerusalém com uma missão: encontrar a esposa e o filho de seu falecido amante, Oren. Lá, Thomas começa a trabalhar justamente para a viúva de Oren, sem se revelar. 

Um filme delicado sobre luto e as diferentes maneiras de lidar com uma perda e com os silêncios que, em um momento de dor, se instauram com força pelo caminho. 

Faca no Coração

Um slasher dramático e erótico, “Faca no Coração”, de Yann Gonzalez, conta a história da diretora de filmes pornógraficos gays Anne (Vanessa Paradis), que além de lidar com o término do seu romance com a montadora Louis (Kate Moran) precisa encontrar algum meio de reavivar a baixa de criatividade na criação dos seus filmes.

Mas não é só isso: no meio desses acontecimentos, um serial killer mascarado passa a assassinar os principais atores de Anne e ela se vê completamente envolvida nas investigações. 

Um filme complexo e criativo, que mistura doses de mistério, amor e sangue com a cultura queer de uma Paris da década de 70. Diversão na certa!

Tatuagem

Mais um filme LGBT brasileiro para a lista! “Tatuagem” é um filme dramático de 2013 dirigido pelo diretor Hilton Lacerda (“A Febre do Rato” e “Fim de Festa”) e estrelado por Jesuíta Barbosa e Irandhir Santos. 

É o Brasil de 1978, ainda dominado pela ditadura militar. Nesse contexto, uma trupe de artistas conhecida como Chão de Estrelas realiza seus espetáculos de resistência política com boas doses de subversão e deboche, provocando a moral e os bons costumes da época.

Um dia Clécio, o líder da trupe, conhece o soldado Arlindo Araújo, conhecido como Fininha. Nesse encontro entre o militar e o artista, a ditadura e o cabaré, a repressão e a liberdade, os mundos se chocam. Inteligente e sutil, “Tatuagem” é para ser visto sem preconceitos.

Leia também: Dicas de filmes brasileiros para ver online

A Esposa de Tchaikovsky

“A Esposa de Tchaikovsky” conta a história de Antonina Miliukova, uma jovem aristocrata obcecada pelo brilhante Pyotr Tchaikovsky desde a primeira vez que o vê. Eles se casam, mas Antonina vive um amor não correspondido, permeado por questões que envolvem a sexualidade do compositor. 

A produção poética, dirigida por Kirill Serebrennikov, traz interpretações comoventes e foi indicada a Palma de Ouro e ao prêmio Queer Palm no Festival de Cannes de 2022. 

Tom na Fazenda

Lançado em 2013 e dirigido pelo cineasta canadense Xavier Dolan, “Tom na Fazenda” conta a história de um jovem chamado Tom, que precisa viajar até o campo para o funeral de seu namorado. O detalhe? A família do morto não sabe que ele era gay. Nessa encruzilhada, Tom decide fingir ser outra pessoa para preservar o segredo do amado. O que pode dar errado, não é mesmo?

Um terror psicológico bem escrito e ousado, que se pretende ser uma porta de entrada para discutir a universalidade do desejo e as diferenças culturais e dominantes dos territórios rurais.

Ballroom Love

Um filme envolvente, dançante e sedutor: “Ballroom Love” vem para questionar os preconceitos e falar de amor. Quando o jovem de 20 anos Paul sai do interior para morar em Nova York, ele não imagina que vai se apaixonar por dançarina de vogue. muito menos que essa dançarina é uma mulher transsexual.

Dirigido por Danielle Lesowits e lançado em fevereiro de 2024 no Brasil com exclusividade pela Imovision, “Ballroom Love” é uma ode à cidade de Nova York, ao romance e à quebra de expectativas.

Garotos do Leste

Escrito e dirigido por Robin Campillo, “Garotos do Leste” estreou em 2013 e conta a história de Daniel Muller, um homem de meia idade que se apaixona por um suposto garoto de programa. Ao convidá-lo para ir a sua casa, Daniel descobre que o jovem faz parte de uma gangue de imigrantes do leste europeu.

Em uma mistura de intimidação e sedução, o filme se desenrola através de encontros entre Daniel e a gangue – que se tornam cada vez mais recorrentes e íntimos. 

120 Batimentos por Minuto

Mais um filme de Robin Campillo, dessa vez de 2017, “120 Batimentos por Minuto” estreou no Festival de Cannes e competiu pela Palma de Ouro. Em um roteiro que percorre o ativismo do combate a AIDS nos anos 90 pelo grupo político ACT UP, o filme explora a urgência de quebrar estereótipos e de lutar por uma vida saudável e sem estigmas.

Um clássico filme de drama social, “120 Batimentos por Minuto” inova por não cair no erro de tratar a luta dos soropositivos em uma bandeira de autoflagelo e autopiedade. Para ver, se emocionar e conhecer mais da história da luta contra a AIDS.

Laurence Anyways 

Xavier Dolan, já citado acima pelo filme “Tom na Fazenda”, também é o diretor de “Laurence Anyways”. Lançado em 2012, esse drama não tem medo de expor uma história ainda renegada por muitos: a transição de sexo. E a explora com louvor.

Ao fazer 30 anos, Laurence (Melvil Poupaud) revela para sua namorada Fred (Suzanne Clément) que deseja fazer uma cirurgia de mudança de sexo. Seu desejo é ser uma mulher. Apesar de abalada pela revelação, Fred encara a situação ao lado de Laurence e permanece junto dele no decorrer de todo o processo.

Um filme sobre o amor e a cumplicidade que um relacionamento pode – e deve – perseguir.

Pare Com Suas Mentiras

Baseado no livro homônimo de Philippe Besson, “Pare Com Suas Mentiras”, de Olivier Peyon, contra a trajetória de Stéphane Belcourt (Guillaume de Tonquédec), um escritor que retorna à cidade de sua infância para promover um evento. Com esse retorno, voltam também memórias do seu primeiro amor e sentimentos antigos que foram esquecidos em algum lugar fundo da alma.

Com uma premissa clássica, o filme percorre momentos de leveza ao mesmo tempo em que deixa claro que é, sim, um drama para se emocionar.

Regra 34

Super atual, “Regra 34”, de Júlia Murat, traz para a tela a história de Simone (Sol Miranda), uma aspirante a advogada que também trabalha como camgirl para financiar os seus estudos. Se de dia ela defende os direitos das mulheres, debate sobre temas feministas e auxilia mulheres vítimas de violência doméstica, à noite sua rotina se transforma – e ela precisa compreender como equilibrar esses dois mundos. 

Com um elenco predominantemente negro e o envolvimento direto dos atores, “Regra 34” inova ao tratar de assuntos pesados e difíceis sem grandes firulas. Uma produção franco-brasileira, para quem quer repensar as noções de transgressão e livre-arbítrio!

20.000 Espécies de Abelhas

Da diretora espanhola Estibaliz Urresola Solaguren (“Adri”), esse longa-metragem pungente é corajoso ao contar a história de uma menina transsexual de apenas 8 anos (Lucia) que busca maneiras de explorar sua feminilidade durante suas férias de verão ao lado de mulheres da própria família.

Sofia Otera, que interpreta Lucia, venceu o Urso de Prata de Melhor Atuação Principal no Festival de Berlim de 2023. Uma obra delicada que aborda de maneira realista os medos, as dificuldades e as descobertas daquelas crianças que não se identificam com o sexo com o qual nasceram. 

Dica de série LGBTQIAPN+: confira o reality “Dragula”

E aí, gostou da nossa lista com sugestões de filmes LGBTQIAPN+ para se emocionar, se divertir e refletir? Agora que você já tem várias indicações de longa-metragens para preencher as noites e os finais de semana, que tal se entreter com uma série animada e pra lá de diferente?

“Dragula” é um reality show apresentado pelas icônicas drag monsters The Boulet Brothers – famosas por dirigirem um evento mensal de drags monstruosas em Los Angeles. Nesta série, 10 drags competem por um prêmio de US$ 100.000 e pelo título de “Dragula, Drag Supermonster Mundial”.

Irreverente e engraçado, “Dragula” já está na quinta temporada, que acabou de estrear na Reserva Imovision. Em outubro, para ninguém perder nenhuma novidade, a plataforma contará com a estreia da sexta temporada com lançamento semanal e simultâneo em parceria com a Shudder. Diversão para todos os públicos!

Já conhece a Reserva Imovision?

Ainda não conhece a Reserva Imovision? Então não perde tempo! Somos uma plataforma de streaming que tem como foco a reprodução do cinema independente e autoral, fugindo do mainstream. Para isso, contamos com uma curadoria apurada que oferece lançamentos periódicos e atualização semanal.

Com a plataforma Reserva Imovision você pode aumentar seu repertório cinematográfico ou rever aqueles clássicos queridos sem sair de casa – pelo computador, pela televisão ou mesmo pelo celular. São mais de 500 títulos a um clique.

A Imovision celebra a cultura entre as mais diversas existências

A comunidade LGBTQIAPN+ vem ganhando mais representatividade e espaço na televisão e no cinema. E já não era sem tempo! Lutar pelo protagonismo e pela visibilidade daqueles que por muito anos estiveram nas sombras exige comprometimento de todas as frentes culturais, inclusive das plataformas de streaming.

E é por isso que na Reserva Imovision você encontra diferentes títulos com diferentes temáticas e abordagens sobre o universo LGBTQIAPN+. A nossa missão é celebrar a cultura entre todas as existências! Venha com a gente e desfrute dos melhores filmes LGBT.

Categorias: LGBTQIAPN+ , Gêneros , Lançamentos